0

Rotary Club Xisto do Iguaçu inicia projeto de combate a sífilis em São Mateus do Sul

O Rotary Club de São Mateus do Sul Xisto do Iguaçu lançou, neste mês, uma campanha para combater a sífilis e outras DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). A ação em parceria com a Secretaria de Saúde da cidade tem o objetivo de conscientizar sobre as doenças e evitar uma possível epidemia. A parte central da campanha é informar formas de prevenção, no caso, o uso de camisinha em qualquer tipo relação sexual.

Para isso, o clube criou um flyer informativo para distribuição; além disso, também serão promovidas palestras e orientações nas escolas estaduais, municipais e particulares da comunidade. De acordo com o Rotary Club Xisto do Iguaçu, a iniciativa surgiu do índice de aumento das DSTs e, em especial, da sífilis.

Os resultados do projeto “Transmita apenas coisas boas” será medido anualmente, com base nos dados da Secretaria de Saúde de São Mateus do Sul. Segundo o clube Xisto do Iguaçu, o projeto deve continuar por tempo indeterminado.

Sífilis

Começa com um machucado disfarçado e que, normalmente, não faz o doente sentir dor. Então, desaparece e oferece a sensação de que está tudo bem. Essa é a apenas a primeira fase da sífilis, doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. A doença pode ser transmitida por: produtos sanguíneos – como agulhas sujas ou sangue não-testado; da mãe para o bebê durante a gestação; ou por relações sexuais.

As quatro fases da sífilis são: primária, secundária, latente e terciária. Com duração de 4 a 8 semanas, a fase primária apresenta apenas um único sintoma, que é uma ferida, indolor, na área infectada (pênis, vagina, ânus ou garganta). O machucado some no fim dessa fase.

A fase secundária dura de 2 a 6 meses e os principais sinais são machucados pelo corpo. As feridas ficam espalhadas pelo corpo, mas se concentram na palma das mãos e nos pés. No estágio latente – que dura de 2 a 40 anos-, todos os machucados e sintomas desaparecem; a partir desse período, a doença também deixa de ser contagiosa.

Letal na maioria dos casos, a fase terciária é a última e dura até a morte do paciente com sífilis. A doença volta a se manifestar, dessa vez atacando o cérebro, o rosto, sistema vascular e deformando as pernas do doente.

O tratamento da doença é relativamente simples, com a aplicação de penicilina. A dose depende do estágio da sífilis. Tanto o doente, como seu parceiro sexual devem receber tratamento. Grávidas também podem tratar a doença e, quanto antes for descoberta, o bebê corre menos riscos de desenvolver sequelas.

Contudo, a prevenção é o ideal e mais simples a ser feito. Basta utilizar camisinha durante qualquer tipo de relação sexual – oral, anal e vaginal – e certificar-se de que instrumentos – como agulhas de tatuagem, por exemplo – estejam devidamente esterilizados.

Laís Adriana de Almeida

Laís Adriana de Almeida

Estagiária de Comunicação do Distrito 4730; Estudante de Jornalismo da UFPR.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *